O Instituto Terra nasce do amor e de um sonho.
Lélia Wanick e Sebastião Salgado herdam a fazenda da família no Brasil, parte da Mata Atlântica. Como eles restauram a biodiversidade e promovem o desenvolvimento?


Em 1998, eles fundaram o Instituto Terra e começaram a plantar mudas nativas para restaurar a floresta. A nova floresta agora abriga uma abundância de plantas e animais.
Eles estão focados na restauração ambiental e no desenvolvimento rural sustentável no Vale do Rio Doce. Uma região que originalmente era coberta pela Mata Atlântica e abrange municípios de Minas Gerais e do Espírito Santo.


Com a ajuda de estudantes e comunidades locais, eles plantaram mais de 3 milhões de árvores de 293 espécies diferentes. O Instituto Terra também educa sobre como trazer florestas, bacias hidrográficas e comunidades rurais de volta à vida.
Este antigo pasto de gado é agora uma reserva natural reconhecida federalmente: um santuário para a biodiversidade, com mais de 2.000 nascentes restauradas e uma vida selvagem próspera. O retorno de formigas, jaguatiricas, borboletas e pássaros, incluindo espécies ameaçadas de extinção, sinaliza uma recuperação completa da cadeia alimentar e do ecossistema.


Ao longo das trilhas da Reserva Particular do Patrimônio Natural Fazenda Bulcão, é possível ouvir o canto alto e corajoso dos pássaros.
O primeiro monitoramento em 2006 identificou: 172 espécies de aves (seis das quais ameaçadas de extinção); 33 espécies de mamíferos (duas das quais ameaçadas de extinção no mundo, e outras três ameaçadas no Brasil); 15 espécies de anfíbios e 16 espécies de répteis.
Histórias como as do Instituto Terra dão-nos uma enorme esperança. O Restor tem centenas de projetos de conservação da natureza que pode ler e apoiar.

Uma nota sincera: Sebastião Salgado faleceu recentemente. O seu legado vive em cada árvore, nascente e criatura que regressou a esta terra.


